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WEBINÁRIOS AOTP 2017

 
16 de março, 2017
5:00PM (EST)
“A interação entre o aluno de PLE e a comunidade falante de português como ferramenta de aprendizado.“
Daiane Tamanaha
Princeton University, EUA
 

O principal objetivo do aluno de PLE é integrar-se à comunidade de falantes de português e comunicar-se. As atividades desenvolvidas em sala de aula, muitas vezes, não permitem que essa interação seja completa ou oferecem um número reduzido de possibilidades para que isso ocorra. Para contornar esse problema, tenho introduzido alternativas, dentro e fora da sala, que facilitam essa comunicação/interação entre estudantes de PLE e a comunidade, tais como: entrevistas por Skype, criação de programas de rádio, conversas por telefone, atividades práticas em que membros da comunidade também participam das aulas. Além de estimular a interação entre alunos de PLE e falantes nativos de português, essas atividades permitem que os  estudantes superem o medo e a timidez de conversar/falar nessa nova língua. Depois de participar desse tipo de experiência, o aluno torna-se mais confiante porque percebe que consegue se comunicar, nas mais diversas situações e, o mais importante, em contextos reais.

 

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19 de abril, 2017
5:00PM (EST)
“O género conversa informal, algumas questões de gramática e ensino do Português Língua Estrangeira“
Isabel Margarida Duarte
Universidade do Porto, Portugal
 

No ensino de uma língua estrangeira, os aprendentes procuram ter uma competência comunicativa que lhes permita, entre outras habilidades, comunicar nessa língua. No caso do Português Europeu, tendo em conta o enfraquecimento das vogais átonas, a compreensão de textos orais é difícil para os falantes não nativos, o que exige que, nas aulas se preste “particular atenção à componente oral, em especial à compreensão” (ME, 2008). Partindo do género discursivo “conversa informal”, propomos, na sequência de trabalhos anteriores, que aos estudantes, a partir do nível A1 do Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (Conselho da Europa, 2001), quando em contexto de imersão, sejam apresentadas, com frequência, documentos reais ou ligeiramente manipulados, para treino da compreensão oral e estudo de alguns elementos prototípicos do género, nomeadamente: (i) a deixis pessoal, espacial, temporal e social; (ii) alguns Marcadores Discursivos característicos da conversa informal em Português Europeu; (iii) fenómenos de atenuação e modalização discursiva. Os estudantes de PLE, em imersão, mesmo em níveis iniciais, desde que trabalhem a compreensão oral a partir da escuta atenta e da análise de conversas informais autênticas ou ligeiramente manipuladas, melhoram, segundo a experiência relaizada, a competência de comunicação, não só ao nível da compreensão como também ao nível da produção / interação.
Propomo-nos relatar o que já foi feito em termos de estratégias, materiais, tarefas e avaliação dos resultados para já obtidos.

 

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17 de maio, 2017
5:00PM (EST)
“Contadores de Histórias: a comunidade como base do currículo de cursos de PLE“
Cristiane Soares
Tuffs University, EUA
 

Este seminário irá relatar a experiência de reestruturação de um curso avançado de PLE que utilizou o community-based learning approach para integrar os 5Cs (ACTFL) ao currículo de uma classe voltada para composição e conversação. A reorganização do curso se deu com base na criação de um projeto semestral intitulado “Contadores de Histórias”, através do qual alunos de uma universidade americana tiveram a oportunidade de conhecer, entrevistar e recontar as trajetórias de imigrantes brasileiros residentes numa cidade vizinha ao campus. A apresentação concluirá com depoimentos dos participantes, mostrando que para além da composição e conversação, o convívio entre os participantes, a escrita e posterior publicação destas histórias serviram para aproximar comunidades que, mesmo quando vizinhas, permanecem tão distantes. Materiais serão disponibilizados aos participantes e ideias de como adaptar este projeto a cursos direcionados a aprendizes de outras faixa etárias e diferentes backgrounds linguísticos serão compartilhadas. 

 

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15 de junho, 2017
5:00PM (EST)
“Teaching to transform: Portuguese language teaching and social responsibility“
Luana Reis
University of Pittsburgh, EUA

 

This presentation aims to discuss the social responsibility of Portuguese language educators through empirical examples of materials development and teaching. The goal is to develop socially responsible citizens who have a deeper understanding of Lusophone societies. Based on theoretical principles of Paulo Freire and bell hooks, the objective is to rethink the roles of students and teachers in the classroom environment and contribute to inspiring new ideas and teaching practices. Such discussion may promote the development of pedagogical proposals that encourage a critical reading of the world in educational practices.

 

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12 de julho, 2017
5:00PM (EST)
“Reuse, Reduce, Recycle: Make the most of your class plans when revamping your courses“
Megwen Loveless
Tulane University, EUA
 

You’ve heard the buzz in teaching circles: flipped learning; interactive student-centered classrooms; project-based learning; collaborative instruction. At some level we all accept that new instruction techniques can yield improved outcomes for our students, but many educators put off incorporating pedagogical innovations because they can’t afford the time to update their favorite materials. Most teachers are overwhelmed with their course loads already and feel intimidated at the thought of starting from zero. This webinar will focus on a few simple techniques to help you recycle material from your more traditional lesson plans into activities that will keep your students more engaged. We will explore ways to transform your old cloze exercises to maximize interaction among students, to convert your numbered exercises into entertaining games and to revamp your old-school classroom into a space for innovative thought and creation. This webinar will build your confidence to experiment with different formats while still conserving much of your original content. Join us as we tackle how to prepare your 21st century classroom by simply tweaking your 20th century materials! 

 

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21 de agosto, 2017
5:00PM (EST)
“Textos digitais no ensino de PLE: dos vícios às oportunidades didáticas“
Ignácio Spina
Universidade Tecnológica Nacional, Argentina

 

No marco de sociedades e culturas atravessadas por tecnologias digitais, emergem novos contextos e suportes comunicativos. Os livros didáticos e as propostas educativas tem evidenciado a intenção de incorporar novos gêneros discursivos no ensino de línguas. Ora, quais são os fundamentos de tal incorporação? Que enfoque linguístico subjaz às propostas? Qual é a função da comunicação digital nas práticas discursivas cotidianas de nossos estudantes? Entre outros, estes são alguns dos interrogantes que serão trabalhados no webinário, com o propósito de problematizar a atual abordagem dos textos digitais e aprofundar a compreensão de suas oportunidades no ensino de PLE.

 

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6 de setembro, 2017
5:00PM (EST)
“Experiências didáticas em PLNM: discutindo vias de promoção de (des)envolvimento na escrita“
Inês Cardoso
York University, Canada; Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, Portugal

 

Partindo de uma breve apresentação do Programa de Portuguese & Luso-Brazilian Studies em que me integro, para salientar alguns dos seus principais valores, como a interdisciplinaridade, a flexibilidade, e a “educação experimental”, focar-me-ei nas disciplinas de ensino da Língua Portuguesa, procurando abordar e discutir algumas das experiências didáticas que tenho levado a cabo.
Vou concentrar-me principalmente em dispositivos de ensino acionados para promover o (des)envolvimento dos alunos na produção escrita, considerando as dimensões privadas, sociais e as exigências cognitivas e afetivas do processo de produção textual, em qualquer língua. Movendo-me num processo recursivo de contextualização das teorias e teorização dos contextos, pretendo mostrar e discutir elementos por mim construídos e utilizados na minha praxis educativa, ancorados, por exemplo, em modelos de funcionamento dos textos como géneros textuais, em conhecimento sobre a recursividade do processo de (re)escrita e revisão textual, assim como na relação com a escrita (em várias línguas) que os sujeitos desenvolvem, marcada por experiências escolares e extraescolares caracterizadas por diferentes níveis de motivação.

 

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11 de outubro, 2017
5:00PM (EST)
“Desenvolvimento da oralidade através do VoiceThread num curso online assíncrono de Português“
Analia Tebaldi
University of Massachusetts Dartmouth & Harvard University, EUA

 

Há uma forte presença da tecnologia no dia a dia dos jovens, uma geração que já nasceu conectada com o mundo virtual. Este novo perfil de aluno impacta o ambiente escolar e gera um desafio para as instituições educacionais e professores. Resistir ou evitar a presença da tecnologia no ensino já não é mais uma opção. Como educadores do século 21, não há como ensinar da maneira que estávamos habituados a ensinar há dez, ou até cinco anos atrás. Consequentemente, educadores e profissionais da área têm debatido métodos e opções para melhor utilizar novos recursos tecnológicos em benefício da educação. 
De acordo com o Departamento de educação dos Estados Unidos, em 2013 mais de 25% dos alunos matriculados em universidades eram alunos de cursos online. Porém, programas de língua estrangeira ainda resistem a essa tendência. Apesar da necessidade de se integrar a tecnologia aos cursos de língua estrangeira, uma das preocupações que ainda afeta muitos educadores e profissionais da área é a potencial ausência de interação, condição necessária à aquisição de uma segunda língua (ex. Gass e Varonis, 1987; Long, 1996; Gass 1997), e o possível não desenvolvimento da habilidade oral.  Este estudo analisa a produção oral dos alunos matriculados (nível iniciante) em um curso online assíncrono de Português como segunda língua através do uso do aplicativo VoiceThread. Os resultados confirmam que mesmo em interações não sincronizadas é possível notar a presença de estratégias de comunicação, assim como o desenvolvimento da oralidade. 

 

 

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15 de novembro, 2017
5:00PM (EST)
“Culturalmente bilingue: desenvolvendo o enfoque cultural na aula de PLE“
Nilma Dominique
Massachusetts Institute of Technology: MIT, EUA
 

Os estudos sobre a comunicação humana baseados somente no modelo clássico costumam esquecer-se de que a comunicação não pode ser entendida através da mera apresentação de um conjunto de palavras ou expressões juntas que produzirão um efeito determinado, independentemente de quem são os interlocutores ou das circunstâncias. A língua é apenas um dos aspectos da comunicação humana e, em um intercâmbio cultural natural, muitas vezes as palavras são limitadas ou não são suficientes para exprimir o que queremos. Neste webinário, apresentaremos alguns elementos extralinguísticos que devemos ter em conta na aula de língua estrangeira e como estes podem ajudar os alunos a desenvolver sua fluência cultural.

 

 

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12 de dezembro, 2017
5:00PM (EST)
“Aspectos linguísticos do português como língua de herança e suas implicações pedagógicas“
Gláucia Silva
University of Massachusetts - Dartmouth, EUA

 

Apesar de relativamente recente, a pesquisa sobre o Português como língua de herança (PLH) vem revelando diversos aspectos linguísticos dessa variedade da língua portuguesa. Do (não) uso do infinitivo pessoal (Rothman, 2007; Pires e Rothman, 2009) à realização de objetos (Flores, Rinke, & Azevedo, 2017), diversas pesquisas têm evidenciado as características morfossintáticas (entre outras) do PLH em contato com inglês, alemão e outras línguas. Vários desses trabalhos (p. ex., Rinke & Flores, 2014) sugerem que as dificuldades com certas estruturas da língua portuguesa apresentadas pelos falantes de PLH demonstram não uma aquisição incompleta da língua e sim instabilidade do conhecimento ou mudança linguística. Os resultados de várias pesquisas sugerem, ainda, que certos aspectos linguísticos podem ser adquiridos mais tarde por falantes de PLH do que por falantes monolíngues de português, devido à exposição limitada ao português que têm os falantes de PLH. Conhecer as características morfossintáticas do PLH deve influenciar o ensino dessa variedade: com esse conhecimento, os instrutores podem decidir o que deve ser focado e como direcionar a prática dos aprendizes para que se sintam mais seguros em relação a essas estruturas. Assim sendo, esta comunicação examina alguns dos aspectos linguísticos do PLH revelados até agora e oferece sugestões a respeito de como se pode abordar o ensino do PLH à luz desse tipo de conhecimento no intuito de auxiliar os instrutores a otimizarem o tempo, geralmente escasso, que passam com os aprendizes.

 

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