Neste mundo de tecnologias em que vivemos, é de se esperar que nossos alunos sejam ainda mais integrados nessa era digital do que nós, seus professores. Já estamos ensinando à meninada que nasceu após o 11 de setembro, que não conheceu a internet discada e para quem o telefone celular é equipamento desde que entram no jardim de infância. Essas crianças não conhecem quase nada fixo: telefone com fio, computador de mesa, já nasceram na era dos aparelhos móveis. Ficar preso a um local não lhes interessa, porque é estrangeiro a eles.

Outra coisa é a colaboração. Jogam online, interagem e criam novas coisas e ideias, colaborando uns com os outros, mesmo que não percebam. Raramente estão em postura passiva, de recebimento de informações. Um dos locais onde normalmente assumem essa postura passiva de recebimeto de informação é a escola. Na sua grande maioria, as escolas ensinam de cima para baixo, com crianças que devem ter sua atenção apenas no que está sendo aprendido, individualmente. Para essa geração e as próximas, isso será uma violência e, agindo assim, não formarão pessoas aptas a lidarem e a se desenvolverem nesse mundo de mobilidade e colaboração. A escola precisa se modernizar rapidamente para que atinja essa audiência e que seja bem sucedida na tarefa de ensinar o que o aluno precisa aprender.

Natural que as metodologias e ferramentas de sala de aula vão se modificando para que possam atender à demanda diferenciada desse grupo de alunos, comparados com a geração que criou esses métodos. A escola precisa olhar para fora de suas paredes e de seus livros para encontrar um meio de atingir seus alunos.

Uma opção é o investimento em plataformas móveis, onde a interação aluno-conteúdo seja feita em uma ambiente e numa abordagem que o aluno entende e opera com desenvoltura. É necessário apresentar o conteúdo em formato atraente e que possa ser compartilhado, para que o aluno aprenda de forma colaborativa.

Como o próprio Paulo Freire já afirmou, o papel do professor (peça fundamental do ensino-aprendizagem e que tem mais conhecimento em um dado momento e vai transmiti-lo) não é apenas o de despejar conteúdos na cabeça do aluno, mas de informar, formar e deixar o aluno pronto para voar por si, descobrindo-se.

Esse tipo de ferramenta móvel fala a língua do aluno. E o professor, como mediador do conhecimento, guia o aluno na construção de seu saber. A interação entre eles leva à aprendizagem colaborativa, onde todos são peças fundamentais. Esse tipo de aprendizagem aumenta muito a autoestima do aluno e por isso mesmo que é tão importante no ensino de línguas. Quem não conhece alguém com vergonha de falar outra língua? Um aluno seguro de sua aprendizagem, com boa autoestima e aprendendo de forma que lhe é familiar tem muito mais chances de ser bem sucedido.

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