A arte do encontro – Nosso Idioma

Bons professores têm algumas características em comum, entre outras, a paixão pelo conhecimento, a expectativa de que todos os alunos aprendam, o prazer pelo desafio de ensinar e uma certa insatisfação. Esta busca incessante por melhora foi a marca do II Encontro Mundial sobre o Ensino de Português (II EMEP), um evento do Focus Brazil Foundation e organizado pela American Organization of Teachers of Portuguese (AOTP).  O evento aconteceu entre os dias 3 e 5 de maio de 2013, no Broward Center for the Performing Arts, Fort Lauderdale, Flórida, e reuniu professores e outros profissionais do ensino de vários países para a troca de conhecimento, a busca por novos caminhos pedagógicos e por soluções para os desafios próprios de ensinar português em contextos diversos.

Especialistas sobre a língua portuguesa, especificamente sobre o ensino de língua estrangeira e de herança, puderam participar de sessões e mesas redondas com importantes palestrantes como o diretor do Instituto Internacional de Língua Portuguesa, Dr. Gilvan Muller, a professora doutora Gláucia Silva, da Universidade de Massachusetts Dartmouth, e o professor doutor da Universidade do Texas em Austin, Orlando Kelm.

Nas discussões do evento ficou evidente a necessidade de que as políticas de internacionalização do português baseiem-se na cooperação entre os diferentes países para a valorização e o respeito da pluralidade de variantes da língua. Dessa forma, é necessário que as buscas de normatização incluam as diversas línguas portuguesas no mundo, enriquecendo seus diferentes contextos culturais e respeitando principalmente os objetivos do próprio aluno.

Outra questão muito abordada foi a importância de preparar aulas de língua estrangeira e de herança que respeitem as necessidades comunicativas dos alunos. Na prática pedagógica isto significa focar menos em exercícios de repetição para o aprendizado das estruturas gramaticais e mais na interação do sujeito com o uso da língua a partir de uma conscientização da gramática implícita adquirida.

Nas palestras, foi possível notar que os professores presentes abandonaram o ensino da “gramática pela gramática” e estão em busca de trabalhar a língua contextualizada por documentos reais usados pelos falantes nativos no seu cotidiano. Nesse caminho, a apresentação do professor Dr. Orlando Kelm mostrou experiências em um trabalho de conscientização do olhar do aluno sobre produtos culturais da vida cotidiana como placas, avisos em banheiros, passeios pela cidade, entre outros.

O II EMEP possibilitou conhecer estratégias de ensino e projetos inovadores e criativos de profissionais dos EUA, Brasil, Peru, Nigéria, Macau, entre outros. Este produtivo encontro de educadores incentivou ainda o estabelecimento de relações profissionais que levem a projetos colaborativos futuros, o que gerou uma energia renovadora que precisa ser alimentada e mantida. Nós, da AOTP, estamos orgulhosos dos resultados e esperamos o III EMEP seja ainda melhor e possibilite novas oportunidades para responder a essa certa insatisfação que os bons professores sempre sentem na busca dedicada pela excelência!

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